Chega a ser incrível o tempo que as pessoas passam depositando esperanças em uma determinada pessoa, escrevendo cartas de amor, fazendo planos pra um futuro próximo... Entregam os sonhos, constroem mais alguns deles, e mesmo que a relação esteja desgastada, ainda conseguem acreditar que daqui dez ou vinte anos o amor vai estar lá, intacto. O meu caso é mais digamos que banal, sabe? Penso que em toda a tentativa poderá ocorrer o erro, não vou negar, já fui sim do tipo de garota que sonhou com finais felizes e amores impossíveis. Apóio a teoria de que nada é feito pra durar! Me entrego, me envolvo, choro e amo se meu coração pedir pra amar... Mais não fico persistindo a idéia de amar alguém pra sempre. Pode parecer discurso de gente mal amada, mais isso é resultado de desilusões amorosas drásticas por motivos diferenciados.
Quando a gente desperta pra vida e a vida desperta pra gente, a vontade que dá é mudar as regras que impusemos e reformular com critérios mais rigorosos pra nós mesmos... É por isso que hoje em dia eu não carrego mais amarguras; aprendi a tornar as coisas muito mais simples quando começam a se complicar. Não ta bom? A gente conversa. A conversa não resolveu? Conversamos de novo. O diálogo não rolou? Vamos tentar corrigir os erros. Nada mudou? É porque a relação perdeu a essência. Cada um pra um lado e os dois felizes, acho que isso é o que realmente importa.
O que eu não suporto é aquele chororô descontrolado e aquela gritaria onde tudo e nada são a mesma coisa, como se o mundo estivesse acabando. Quando um relacionamento termina, não é fácil. Mais é preferível que se conserve a dignidade sozinha, do que a consciência de estar vivendo uma mentira. Não, não é falta de amor. É o amor que me fez assim, é o amor que me faz fazer discursos insensíveis e me faz acreditar que amar é ter a coragem de admitir que amor não é amor quando é doado por piedade.
Que a magia de amar está no entendimento, na compreensão do que é verdadeiro; foi o amor que me abriu os olhos pra enxergar seu significado das coisas como elas realmente são, sem mentiras, sem ignorâncias e sem ilusões...
A única idéia antiga sobre amor que ainda insisto em acreditar é a de que ele é o sentimento fundamental pra existência da vida, pois amor não está só relacionado a namoro, rolinhos, casamento... SIM existem múltiplas formas de amor e principalmente de amar!
Loucura ou não, a história de que é preciso encontrar amor em si mesmo antes de querer amar alguém, é fato! Quando primeiramente pensamos no amor próprio, todas as outras formas de amor sincero são válidas.
Helen Ferreira

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